7 de agosto de 2019 18:27

Mais de meia tonelada de laticínios são apreendidos durante fiscalização no Sertão

Autor: Redação com Assessoria

Ascom MPE/AL

Mais de meia tonelada de produtos de laticínios foram apreendidos nesta quarta-feira (7) em estabelecimentos comerciais das cidades de Major Izidoro e Batalha, no Sertão de Alagoas. Dois homens foram presos em flagrante.

De acordo com o Ministério Público de Alagoas (MPE/AL), uma equipe da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do São Francisco visitou os laticínios e encontraram diversas irregularidades, como a fabricação de produtos de maneira clandestina e sem condições sanitárias, colocando em risco a saúde dos consumidores.

Ao todo, foram apreendidos 114 kg de queijo coalho, 180 kg de manteira, 120 kg de massa crua para queijo, 46 de queijo manteiga e 300 litros de leite.

As duas pessoas presas – que não tiveram seus nomes divulgados – foram encaminhados ao Centro Integrao de Segurança Pública (Cisp) do município de Batalha.

“Os produtos apreendidos e destruídos eram fabricados sem a mínima condição sanitária, levando riscos aos possíveis consumidores. Estas ações têm como objetivo combater a clandestinidade da produção de alimentos, evitando riscos aos consumidores, como intoxicações ou doenças. E, também, eliminar os riscos ambientais. Todo o processamento está errado, desde o leite produzido para a fabricação dos lácteos até a comercialização, sem controle ou inspeção promovendo riscos a população e ao meio ambiente”, revelaram os técnicos da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal).

Ascom MPE/AL

Além da confecção irregular dos produtos, o leite utilizado para fabricação dos alimentos eram oriundos de rebanhos que não possuem o controle sanitário adequado.

“Assim, esse leite pode chegar contaminado nas queijarias e levar doenças para o produto fabricado, e, consequentemente, para a população consumidora. Além disso, os porcos também se alimentam do soro residual da produção de queijo e são expostos a algumas doenças que também são passadas para o indivíduo que pode vir a consumir a carne desse animal”, disse um fiscal da FPI.

Ele ainda enfatizou que dessa forma todo o processo, do início da produção, passando pelo processamento do produto até o resultado final está prejudicada e põe em risco a saúde da população.

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