14 de agosto de 2019 08:41

Agosto Lilás: 24 municípios alagoanos não registram casos de feminicídios há cinco anos, diz SSP

Combate a violência doméstica vem crescendo e 80% dos casos são resolvidos

Autor: Érika Messias (Estagiária) com Agência Alagoas

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL), os crimes de violência contra a mulher são esclarecidos em 80% dos casos em todo estado. Os resultados positivos fazem parte da ampliação dos serviços da Patrulha Maria da Penha, que foram reforçados não apenas nos crimes domésticos, mas na prevenção de agressões em locais públicos. Os números também mostram que desde 2015, pelo menos 24 municípios alagoanos não registram casos de feminicídios.

Dentro da campanha Agosto Lilás, várias ações de combate e prevenção a violência doméstica estão ganhando forças ao incentivarem a população feminina de Alagoas nas denúncias. Desta forma, as Polícias Civil e Militar intensificaram estratégias e garantem os serviços 24 horas por dia nas delegacias especializadas, Centrais de Flagrante, delegacias Regionais, Distritais e nos Centros Integrados de Segurança Pública (Cisp).

No ranking positivo, as cidades de Barra de São Miguel, Belém, Belo Monte, Boca da Mata, Campo Grande, Coité do Noia, Coqueiro Seco, Jacuípe, Japaratinga, Jequiá da Praia, Limoeiro de Anadia, Mar Vermelho, Minador do Negrão, Monteirópolis, Ouro Branco, Palestina, Pariconha, Paulo Jacinto, Pindoba, Poço das Trincheiras, Porto de Pedras, São Brás, São Miguel dos Milagres e Tanque D’Arca estão há quase cinco anos sem nenhuma ocorrência de crimes graves contra a mulher.

Outro fator importante no combate é a Patrulha Maria da Penha, que já prestou assistência a 175 mulheres vítimas de violência doméstica. Atualmente, 70 mulheres são visitadas diariamente pela Patrulha, com o intuito de assegurar o cumprimento das medidas protetivas. O objetivo agora é interiorizar o programa, começando pela cidade de Arapiraca, e assim ampliar o serviço para coibir a violência doméstica e familiar em todo o estado.

Segundo a major Márcia Danielli Assunção, comandante da Patrulha, é muito satisfatório ver que um trabalho que começou pequeno está crescendo e ampliando, tendo em vista a necessidade dessa parcela da população de ser protegida.

“Quantos governadores pensam em ampliar dessa forma? São poucos. Rio de Janeiro, por exemplo, começou agora, São Paulo vai começar, e isso porque o Nordeste está aí dizendo que o serviço é esse. Aqui em Alagoas, é graças à percepção do nosso governador e dos gestores da Segurança Pública que estamos garantindo a proteção dessas mulheres”, afirmou.

Há pouco mais de dois meses, o serviço, que conta com 22 policiais militares, entre homens e mulheres, sendo o primeiro do Brasil a fazer com que as vítimas se sintam protegidas e acolhidas não só durante o período diurno.

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