25 de dezembro de 2019 08:00

Cabo Bebeto: “Tenho que sentir isso do povo e sentir se tenho força”, sobre candidatura a Prefeito

Deputado estadual diz que estará ao lado de Bolsonaro diante da crise vivenciada no PSL

Autor: Fillipe Lima

Ascom ALE

Policial Militar, Youtuber e agora deputado estadual, Cabo Bebeto (PSL) foi a grande surpresa das últimas eleições em Alagoas. Com 31.573 votos, ele surfou na “Onda Bolsonaro” e é o principal nome da Direita no Estado. Em seu primeiro ano com mandato eletivo na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o parlamentar foi o que mais apresentou indicações ao Governo Estadual.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública na ALE, Cabo Bebeto pode ser o candidato do PSL à Prefeitura de Maceió nas próximas eleições.

Em entrevista exclusiva ao Jornal das Alagoas, o parlamentar avaliou como positivo o seu primeiro ano de mandato, elencou avanços na Segurança Pública do Estado, reafirmou seu apoio a Bolsonaro e não descartou concorrer ao executivo municipal. Confira entrevista na íntegra:

Jornal das Alagoas – Como o senhor avalia esse seu primeiro ano no parlamento, que também é seu primeiro mandato eletivo?

Cabo Bebeto – Foi um ano bem produtivo, na minha opinião. A gente teve um mandato bem participativo e produtivo. Foi um ano de muito trabalho e eu fiz jus ao meu salário.

Dentro do parlamento alagoano, o senhor representa um espectro político crescente no Brasil, a Direita. O senhor enfrenta algum tipo de resistência na ALE?

Pouca resistência. A gente se respeita muito lá na casa. As vezes um tema ou outro a gente tem uma resistência pequena, debate de ideologias, mas temos mantido o respeito nas divergências para respeitar a bandeira de cada deputado.

O senhor é o presidente da comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da ALE. Como sua experiência como policial pode lhe ajuda no trabalho?

Eu conheço esse lado na prática. O meu ideal na comissão é tratar de forma mais humana, primeiramente os humanos. Eu vejo a desvalorização que o policial vem sofrendo. O ataque das comissões de direitos humanos. A ausência dos direitos humanos com a vítima. Eu vi por muitos anos a inversão de valores, as comissões indo em presídios e delegacias e muitas vezes escrachando os policiais e defendendo os bandidos, esquecendo da vítima. Eu quero trazer para a comissão esta visão e acho que iremos conseguir. Houve casos em Alagoas, tentamos ajudar as pessoas e eu tenho certeza que é isso que o povo quer.

O senhor denunciou o governador junto ao MPF por improbidade administrativa. Qual sua avaliação do governo Renan Filho?

Eu denunciei ele com relação a propaganda indevida, onde ele critica o governo federal de forma deselegante e desnecessária. Mas o governo Renan Filho é, no mínimo, razoável. Eu já disse isso publicamente, mas tenho uma preocupação com este governo com relação as finanças. Eu acredito que o próximo governador enfrentará dificuldades financeiras enormes no nosso Estado, que tem aderindo a empréstimos que devem prejudicar e complicar o próximo gestor.

Renan Filho tem feito diversas ações na área da Segurança Pública com números positivos. Como ex-servidor da PM alagoana, o senhor realmente sente a melhoria na segurança do Estado?

A segurança Pública tem melhorado, porque tínhamos números horríveis e os piores do Brasil. Bastava um pouco de trabalho que melhoraria. No governo Téo [Vilela] realmente a segurança pública foi gerida por pessoas incompetentes, o que não é o caso de Renan Filho, que colocou pessoas certas no lugar certo nessa pasta. Mas precisa melhorar, valorizar a mão de obra, o que demora a acontecer. Nós temos os melhores policiais do Brasil em todas as polícias e é preciso reconhecer melhor. A gente trabalha com mão de obra e quem faz a diferença é o ser humano, que precisa se sentir valorizado.

Em diversos discursos na ALE, o senhor defendeu o presidente Jair Bolsonaro. Como avalia a gestão do presidente em seu primeiro ano?

Para mim é um governo excelente. O governo federal tem feito a parte dele. A economia está respondendo e não temos denúncias de corrupções. Os ministérios têm independência e não foram negociados com partidos. Você colocar alguém que entende nos ministérios é uma diferença muita grande. Neste primeiro ano tivemos muitas melhoras no Brasil e eu tenho certeza de que irá melhorar ainda mais.

Após Bolsonaro sair do PSL, o senhor renunciou a presidência do diretório de Maceió. O senhor sempre afirmou que estaria ao lado do presidente. Com a ida dele ao Aliança Pelo Brasil, este será o caminho que tomará?

O que eu posso responder no momento é que eu estava, estou e estarei com o presidente.

O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, demonstrou interesse em sua candidatura ao executivo em Maceió. Como avalia essa possibilidade?

Eu fico lisonjeado, mas na verdade eu não posso ser candidato pelo interesse de um político. Eu tenho que sentir isso do povo e sentir se tenho força. É isso que fará com que eu saia como candidato ou não.

Nas eleições de 2020, o senhor acredita que o desempenho de bolsonaristas seja tão significante como em 2018, auge da chamada “Onda Bolsonaro”?

Eu acho que sim. O Bolsonaro é um grande puxador de votos, é uma referência. Quem tiver alinhado com ele, colherá frutos nesta eleição seguindo essa linha do presidente.

Quais são os seus principais objetivos para o ano que vem?

No ano que vem eu quero trabalhar mais, que venham boas ideias, que estejamos mais acessíveis à população e que façamos deste 2020 um ano produtivo seja na Assembleia ou candidato a Prefeito, quero sempre fazer o melhor.

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