21 de maio de 2020 12:18

Jó Pereira critica forma de distribuição de cestas do governo Renan Filho

Autor: Luis Vilar

Durante sessão da Assembleia Legislativa de Alagoas, ontem, a deputada estadual Jó Pereira (MDB) não poupou o governo de Renan Filho (MDB) de críticas severas em relação à forma como está sendo feita a distribuição de cestas nutricionais em Alagoas como forma de combater os efeitos da pandemia do coronavírus, que deixou milhares de pessoas desassistidas por conta da paralisação das atividades econômicas.

D e acordo com Pereira, o governo estadual tem ignorado regras na entrega de cestas aos necessitados, não ouvindo o Conselho do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza em Alagoas (Fecoep). Não é a primeira vez que Pereira critica o uso do Fecoep, pois ela – antes mesmo da pandemia – já cobrava do governo estadual a entrega de um plano de combate à pobreza no Estado para que os recursos do Fundo (formado por parte do valor arrecadado do ICMS) não tivesse desvio de função.

Por sinal, o Fecoep já foi alvo de críticas também de outros parlamentares, como o deputado estadual Bruno Toledo (PROS). Na legislatura passada, Toledo chegou a ser conselheiro do Fundo, mas foi convidado a sair por apontar os desvios de finalidade no uso do dinheiro arrecadado, como a parcela empregada na construção de hospitais. Os recursos deveriam ser para planos de combate à miséria. Crítica semelhante – já nessa legislatura – foi feita pelo deputado estadual Davi Maia (Democratas), quando houve destinação de recursos para obras no Canal do Sertão.

Cestas

Agora, a polêmica são as cestas. Segundo Pereira, o governo tem adotado critérios próprios e ignorado as decisões do Conselho do Fecoep. Isso faz com que não se alcance a parcela da população mais necessitada, pois entregou alimentos para quem estava fora do CadÚnico. Pereira chegou a fazer um requerimento para que Renan Filho atendesse a universalidade das famílias alagoanas em extrema pobreza que se encontra inscritas no CadÚnico, seja para a distribuição de cestas nutricionais, ou adotando um programa que repasse o auxílio financeiro. A deputada emedebista defende que a segunda opção seria de melhor ajuda.

Ela afirma que são 403 mil famílias inscritas. As cestas – numericamente – só atendem a metade. “Os critérios adotados pelo Governo ocasionaram uma distorção na entrega e deixando milhares de alagoanos, nessa condição, sem o devido atendimento”, frisou a deputada estadual. Ela acusa ainda o governo estadual de ter entregado 20 mil cestas sem o crivo do Fecoep, em comunidades indígenas e quilombolas.

O problema – conforme Pereira – é que não há especificação do conteúdo e das localidades atendidas. A parlamentar – mesmo sendo do mesmo partido do governador Renan Filho – ainda reclamou que falta diálogo e proximidade com o parlamento e com os técnicos que executam as políticas do Estado de Alagoas.

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