31 de julho de 2020 08:30

Fecomércio: manter a ‘fase amarela’ em Maceió retarda retomada da economia

Autor: Redação

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio/AL) se pronunciou ontem sobre o novo decreto governamental que manteve a fase amarela na capital alagoana e permitiu o avanço – no interior do Estado – para a fase laranja. Na fase amarela, foram permitidas as aberturas de shoppings centers, centros comerciais, lojas com mais de 400 m², dentre outros setores. Na laranja, só é permitido lojas de rua de até 400 m², salões de beleza e barbearias.

V ale ressaltar que mesmo mantendo a fase amarela, o governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), permitiu ainda dois avanços: a abertura das academias e centros de ginásticas, dentro de restrições, como divulgado na edição de ontem do Jornal das Alagoas, e do transporte intermunicipal.

O governo estadual – segundo Renan Filho – fará as revisões da matriz de risco a cada semana, com base nos números da pandemia (contágio, quantidade de óbitos e taxa de ocupação hospitalar). Diante disso, os novos decretos podem avançar em fases ou retroceder. Segundo a médica infectologista, Sarah Dominique, o governo estadual tem acertado diante da matriz de risco e a obediência aos critérios técnicos.

Dominique avalia que é preciso aliar as questões que envolvem a saúde pública, assim como a economia. A infectologista ainda ressaltou que, diante da forma como a pandemia tem se comportado em Alagoas, pode ser que seja possível a abertura de escolas e a permissão de eventos antes mesmo da chegada de uma vacina.

AVALIAÇÃO

No entanto, a avaliação da Fecomércio é de que a manutenção da fase amarela pode desacelerar a retomada da economia em Alagoas, pois havia se criado a expectativa de um avanço contínuo em todo o Estado. “Mesmo sendo importante esse avanço com a reabertura no interior do Estado, não vemos como positiva a manutenção de Maceió na Fase Amarela. Como praticamente 50% das empresas alagoanas estão situadas na capital, manter as restrições atuais acaba atrasando a recuperação da economia.

E economia parada se reflete em desemprego”, defende Gilton Lima, presidente da Federação. Desde o início, a entidade vem se posicionando a favor da reabertura do Comércio integrando, inclusive, o grupo de trabalho formado pelo governo para discutir os protocolos a serem adotados. Com o anúncio de ontem, a Fecomércio acredita que haverá um consequente impacto econômico, já que parte do comércio volta a funcionar no interior, os transportes intermunicipais retornam – ainda que 50% da frota – e, em Maceió, as academias reabrem, mas este impacto ainda não será suficiente para as empresas se reestruturarem.

Considerando que dias antes o governador fez uma postagem pública pedindo a conscientização de todos e levantando a possibilidade de um recuo no protocolo, caso fosse preciso, Lima diz que as empresas se estruturaram para cumprirem as medidas previstas no protocolo, mas além dos comerciantes, os consumidores devem ficar atentos ao cumprimento das regras de distanciamento social. “Todos têm que fazer sua parte. Não adianta a empresa estar toda preparada, seguindo o protocolo, e o consumidor não observar as marcações nas filas e a distância nas mesas, por exemplo”, ressalta.

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