2 de setembro de 2020 08:49

Redução do valor do auxílio emergencial
resultará em baixa no consumo em AL

Autor: Redação

Como já havia mostrado o Jornal das Alagoas, em edições anteriores, o auxílio emergencial – de R$ 600,00 – pagos pelo governo federal, além das medidas aprovadas pelo Congresso Nacional que recompuseram as receitas de estados e municípios, Alagoas conseguiu passar pelo período de medidas restritivas do combate à pandemia do coronavírus – quando o Estado se encontrava na “fase vermelha” – reduzindo os danos e os fechamentos de postos de trabalho.

Porém, ainda assim, Alagoas ficou – conforme os dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) – em segundo lugar na taxa de fechamento de estabelecimentos. Foram aproximadamente 1,2 mil empreendimentos fechados por conta da paralisação do setor produtivo, no período mais grave da pandemia do coronavírus no Estado.

Alagoas só ficou na frente do Rio Grande do Norte, que foi a unidade da federação que mais perdeu empresas. A situação só não foi pior porque o auxílio emergencial – de um lado – representou 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e com isso – como avalia o economista Cícero Péricles – houve uma manutenção do consumo, inicialmente naqueles setores considerados essenciais pelo Estado.

Com a reabertura para as fases amarela e azul, esse consumo foi ampliado e, segundo o secretário da Fazenda, George Santoro, a melhora já era sentida na recuperação. Todavia, o desafio – e Santoro destaca isso – é manter a economia aquecida com o fim dessas ajudas federais, que ajudaram Alagoas a manter o orçamento superavitário. Santoro chegou a classificar o auxílio emergencial e outros programas do governo do presidente Jair Bolsonaro como fundamentais.

A grande dúvida é como a economia vai responder a partir de agora, com a redução do auxílio emergencial para R$ 300,00 e indo somente até o mês de dezembro. O novo valor já foi confirmado pelo governo federal (nessa edição, há matéria com a fala do presidente da República) e já há um alinhamento para aprovação da mudança junto ao Congresso Nacional.

CONSUMO

Inicialmente, conforme o economista Cícero Péricles, o impacto na economia alagoana será já nesse mês de setembro, tanto na capital quanto no interior do Estado, pois vai se reduzir o poder de consumo de grande parte da população alagoana, que são os trabalhadores informais que ficaram sem renda durante a pandemia. Entre abril e agosto, o comércio de Alagoas recebeu uma injeção de mais de R$ 3 bilhões com o pagamento do auxílio emergencial.

Nos próximos quatro meses, esse socorro à economia local, devido ao auxílio emergencial, se reduzirá para pouco mais de R$ 1 bilhão. Alagoas – na visão do economista – vai encarar, de forma mais real, a taxa de desemprego e a arrecadação do governo vai sentir a redução do consumo, que deve também impactar a indústria e a agricultura.

Levando em consideração o mês de julho, aproximadamente R$ 400 mil famílias foram contempladas com o auxílio, o que representou o repasse de R$ 440 milhões Em julho, o governo federal concedeu novos benefícios às famílias que estavam na fila de espera do PBF. Elas receberão as cinco parcelas do auxílio emergencial.

Os cadastros do Programa, aprovados a partir de agosto, não terão direito a receber o auxílio emergencial, pois o prazo para solicitação se encerrou.

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