15 de setembro de 2020 10:30

Para Renan Filho, retomada econômica de Alagoas será maior que a nacional

Governo se apoia no fato do Estado ter tido o maior percentual de crescimento em serviços: 9,5%

Alagoas – conforme o secretário da Fazenda, George Santoro, atravessou a crise causada pela pandemia com uma redução de danos em função do ajuste fiscal que havia sido realizado e por conta da ajuda do governo federal, seja nas recomposições de receita ou em relação ao pagamento do auxílio emergencial, que aqueceu o consumo e não permitiu uma queda maior na arrecadação de impostos, diante da paralisação das atividades do setor produtivo por conta das medidas restritivas.

As preocupações maiores se dão em relação ao pós-pandemia já que as políticas de retomada econômica não mais contarão com o auxílio emergencial e os municípios e estados não terão mais as recomposições de receita que tiveram durante o ano de 2020. O economista, Cícero Péricles – em recente entrevista ao Jornal das Alagoas – já chamou atenção para esse ponto e essa é também uma das preocupações da presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Pauline Pereira, uma vez que o auxílio emergencial acabou representando 3% do Produto Interno Bruto (PIB) alagoano, permitindo uma relação de consumo.

Nos próximos meses, Alagoas já deve sentir o impacto da redução do valor do auxílio emergencial de R$ 600,00 para R$ 300,00. No entanto, diante do processo de reabertura e com Maceió já se encontrando na “fase azul” e os demais municípios do Estado na “amarela”, Renan Filho se mostrou confiante quanto à retomada.

O governador lembrou que dentre os 26 estados da federação e o Distrito Federal, Alagoas foi quem teve o maior aumento percentual do país no setor de serviço, quando comparado o mês de junho e julho desse ano. O aumento foi de 9,5%. Os dados foram divulgados na sexta-feira passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e apontam uma segunda alta consecutiva no Estado. Entre maio e julho, o volume de serviços no Estado já havia registrado um crescimento de 3,6%. Parte desse crescimento é também associado ao auxílio emergencial.

“Eu espero que a retomada econômica de Alagoas seja mais robusta do que a retomada nacional. Acredito que a gente esteja ainda mais preparado, sobretudo pelo enfrentamento que fizemos à Covid-19”, pontuou o governador. O setor de serviços compreende as atividades de ramos variados, como transportes, alimentação, alojamento, tecnologia, serviços técnico-administrativos, entre outros. Para Renan Filho, a atividade turística colaborou decisivamente para a elevação do percentual. “Aqui nós temos, no setor de serviços, o turismo, que é uma das principais atividades econômicas do estado e nós já iniciamos um gradual processo de recuperação, que certamente se intensificará neste segundo semestre, especialmente com a chegada da alta temporada turística”, avaliou o governador.

Para Renan Filho, a eficiência no enfrentamento à Covid19 faz com que Alagoas consiga se recuperar mais rapidamente da crise econômica provocada pela pandemia.

“Criamos as condições para atender o cidadão, não permitimos que o sistema de saúde entrasse em colapso e isso está nos permitindo sair da crise mais rapidamente, o que vai ajudar a preservar empregos e acelerar a retomada econômica. Espero que Alagoas possa seguir nesse caminho com segurança e com serenidade, vencendo essa que certamente é uma das maiores crises de saúde pública do século”, concluiu.

Ainda apresentaram aumento no setor de serviços: Roraima (8,2%), Distrito Federal (5,2%), Pernambuco (4,6%) e Tocantins (4,4%). No Nordeste, além de Alagoas e Pernambuco, os estados de Sergipe (3,3%) e Paraíba (2,3%) também tiveram variação positiva. O Maranhão se manteve estável e Ceará (-2,5%), Rio Grande do Norte (-1,3%), Bahia (-0,9%) e Piauí (-0,8%) apresentaram queda no setor de serviços.

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