30 de setembro de 2020 21:56

Belém e Jundiá: duas cidades de Alagoas com mais eleitores do que habitantes

Um levantamento feito pelo site G1, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Jundiá e Belém, no interior de Alagoas, se tornaram um fato curioso nas eleições 2020: possuem mais eleitores que habitantes.Levando em consideração que nem todos os habitantes da cidade votam, pois para tirar o título de eleitor é preciso ter 16 anos, o fato se torna mais inusitado.

E m Belém, o número de eleitores – conforme os dados apresentados pelo G1 – é de 4.836, mas na cidade residem 4.284 pessoas. O excedente é, portanto, de 552 eleitores. O número de pessoas aptas a votar equivale – estranhamente – a 112% da população. Já em Jundiá, são 4.322 eleitores, mas 4.137 moradores, o que dá um excedente de 185 pessoas. O número de eleitores naquele município equivale a 104% da população.

A biometria confirma a diferença. Em Belém, são 4.811 eleitores com registro biométrico, 527 a mais que o número de habitantes. Já em Jundiá, são 4.263 registros biométricos, uma diferença de 126 pessoas. A situação também se repete em outras cidades brasileiras.

No Rio Grande do Norte, por exemplo, o município de Severiano Melo tem 2.088 moradores, mas 6.482 pessoas votam naquela cidade. A Resolução 22.586/2007, do TSE, determina que seja feita uma revisão do eleitorado sempre que for constatado que o número de eleitores é maior que 80% da população, que o número de transferências de domicílio eleitoral for 10% maior que no ano anterior, e que o eleitorado for superior ao dobro da população entre 10 e 15 anos, somada à maior de 70 anos no município.

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