1 de outubro de 2020 12:07

Goleada do Fluminense sobre Coritiba diminui a pressão interna sobre Odair

Mesmo após a goleada, o clima de “Fora, Odair” segue presente nas redes sociais e nos estádios — mesmo que o jogo tenha ocorrido com portões fechados. Os principais alvos das críticas dos torcedores, que cercaram o ônibus do Fluminense, ao deixar o Nilton Santos, foram o presidente Mário Bittencourt, o técnico Odair Hellmann e o diretor executivo de futebol Paulo Angioni.

A eliminação na quarta fase da Copa do Brasil é o principal motivo. Porém, internamente, Odair vive situação mais tranquila. A queda na Copa do Brasil o fez balançar no cargo, mas uma reunião realizada ao lado de Mário e Angioni, no início desta semana, deu respaldo para que ele seguisse. A atual gestão do Fluminense se notabiliza por apostar em ciclos de longo prazo e não demitir por impulso. O caso de Fernando Diniz é um exemplo. Já o de Oswaldo de Oliveira mostra como as coisas podem mudar em situações extremas. “Clube grande, gigante como o Fluminense, certamente quando eliminado há cobranças, contrariedades.

Desde que tenham respeito e não passem do limite, são aceitáveis. Acontecem, faz parte do futebol. A pressão não pode entrar no fator interno. E nem o fator interno, no caso nós, não deixarmos de avaliar, de se perguntar, fazer uma autoanálise, saber o que melhorar, tomar decisões que sejam importantes para que o grupo se fortaleça e dê as respostas que o torcedor quer, que nós queremos”, declarou Odair.

Com Odair, o entendimento é de que o trabalho é positivo considerando todo o contexto inserido: um calendário com uma grande paralisação devido à pandemia da Covid-19 e a necessidade de venda de atletas que desmontaram o time. Mesmo assim, Odair mantém um bom aproveitamento no clube e é elogiado pelo bom tratamento com os jogadores. Não existe descontentamento dos atletas quanto ao seu trabalho, boato que ganhou força nas redes sociais.

A menos que uma sequência ruim de resultados atrapalhe, é difícil pensar em uma demissão imediata de Odair. Apesar dos pedidos por Roger Machado e Tiago Nunes, o entendimento é que não vale a pena trocar um trabalho que está em andamento no meio da temporada para chegada de outro treinador que precisará de tempo para conhecer o elenco e impor as suas ideias. Isso custaria pontos que o Fluminense não deseja deixar pelo caminho.

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