23 de outubro de 2020 10:47

Espetáculo “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” homenageia a pensadora russa

Helena Petrovna Blavatsky foi uma das figuras mais notáveis do mundo nas últimas décadas do século 19, tornando-se imprescindível para o pensamento moderno. O monólogo “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”, em cartaz em ambiente virtual, apresenta ao público a vida e obra desta renomada pensadora russa e instiga uma profunda reflexão sobre a busca do homem pelo conhecimento filosófico, espiritual e esotérico. Escrita pela filósofa Lucia Helena Galvão, a montagem retoma a parceria entre a atriz Beth Zalcman e o encenador Luiz Antônio Rocha, depois do sucesso da peça “Brimas”, pelo qual a atriz foi indicada ao prêmio Shell de melhor texto.

As sessões são aos domingos, às 19h30, e às terças, às 20h30, com venda de ingressos pelo Sympla e transmissão do espetáculo pela plataforma Zoom (www.sympla.com.br/helenablavatskyavozdosilencio). Logo após cada sessão, haverá um bate-papo com o diretor, a autora e o atriz do espetáculo sobre o legado deixado pela escritora.

Helena Blavatsky foi, antes de tudo, uma incansável buscadora de sabedoria antiga e atemporal, revolucionando o pensamento humano. Sua vasta obra influenciou cientistas como Einstein e Thomas Edison; escritores como James Joyce, Yeats, Fernando Pessoa, T. S. Elliot; artistas como Mondrian, Paul Klee, Gauguin; músicos como Mahler, Jean Sibelius, Alexander Criabrin; além de inúmeros pensadores, como Christmas Humphreys, C. W. Leadbeater, Annie Besant, Alice Bailey, Rudolf Steiner e Gandhi.

“Considerando que vivemos num período de caos mundial, no qual o fundamentalismo, as tecnologias e as crises políticas e climáticas do planeta invadem nossa dignidade com tanta violência, resgatar os pensamentos de Blavatsky é de extrema importância”, afirma o diretor Luiz Antônio Rocha. “

Segundo Blavatsky, o universo é dirigido de dentro para fora, pois nenhum movimento ou mudança exterior do homem pode ter lugar no corpo externo se não for provocado por um impulso interno”. “Se o homem olhasse, não para o céu que é uma figura de retórica, e centralizasse seu ponto de atenção no homem interior, logo logo escaparia dos rolos compressores da grande serpente da ilusão” “A montagem procura nos levar do irreal ao real, das ilusões à verdade espiritual, da ignorância à sabedoria que ilumina o propósito da existência. Interpretar Helena Petrovna Blavatsky é mergulhar no improvável, no intangível.

Nada mais desafiador para uma atriz realizar um texto que demanda extrema sensibilidade, concentração e imaginação e transportar a plateia para um universo de possibilidades”, define a atriz Beth Zalcman. “Nosso universo é apenas 10 23 de outubro 2020 A luz da vela ilumina o cenário e revela um lugar simples no frio de Londres no final do século 19. É um recorte do quarto de Helena Blavatsky, que se encontra sozinha, no seu último dia de vida. Ela revisita suas memórias, seu vasto conhecimento adquirido pelos quatro cantos do mundo, se depara com a força de sua mediunidade e as consequências de suas escolhas. Relembra sua forte ligação com a Índia e seu encontro, em Londres, com Gandhi. “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”, é um mergulho no universo que existe dentro de nós. Racca Comunicação Assessoria

SERVIÇO

: Helena Blavatsky, a voz do silêncio – Apresentações virtuais Monólogo teatral inspirado na trajetória e na obra da escritora russa Helena Blavatsky Temporada: De 18 de outubro a 10 de novembro. Aos domingos, às 19h30, e às terças-feiras, às 20h30. Ingressos: a partir de R$ 30,00 Duração: 1h Onde comprar e assistir: www.sympla.com.br/helenablavatskyavozdosilencio Classificação etária: 14 anos

CULTURA TEATRO

| Conhecida por confrontar as correntes ortodoxas da ciência, filosofia e religião, Blavatsky é vivida pela atriz Beth Zalcman Espetáculo “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” homenageia a pensadora russa um num infinito números de universos, todos filhos da necessidade Este é o primeiro espetáculo teatral da filósofa e poetisa Lucia Helena Galvão. Professora voluntária de filosofia na organização Nova Acrópole do Brasil há 30 anos, possui milhares de seguidores e acumula mais de 15 milhões de visualizações em suas palestras na internet.

“Desde o início da minha busca pelo conhecimento através da filosofia, me deparei com pensadores que dedicaram suas vidas a buscar, compilar e transmitir ideias que entrelaçam nossas vidas e compõe parte do que somos. Esta peça é uma forma comovida e contundente para homenagear esta mulher tão especial”, conclui.

A montagem propõe uma dramaturgia inspirada no conceito desenvolvido pelo artista Leonardo Da Vinci em suas obras, conhecido como “sfumato”. Da Vinci descreveu a técnica como: “sem linhas ou fronteiras, na forma de fumaça ou para além do plano de foco”. O ponto de partida para a direção de arte, cenário e figurinos foram baseados em algumas pinturas do artista impressionista Édouard Manet que traduz com beleza a solidão deste último instante de vida de Helena.

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