2 de fevereiro de 2022 08:25

Mírian Monte lidera com êxito o primeiro ano de gestão e comemora com inauguração da nova sede da FMAC

Mirian Monte tem liderado com êxito, em sua trajetória a frente da pasta de cultura mantendo um contato direto com a cultura, música, teatro e artes constitui uma plena bagagem para tocar os projetos da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC). A secretária da pasta tem mostrado em apenas um ano de gestão que a cultura e a arte podem e devem fazer parte do cotidiano do maceioense e devem ser reconhecidas como um direito constitucional. A FMAC também ganha um novo endereço e tem inauguração marcada para está terça-feira (1º). A nova sede do órgão fica no prédio histórico da antiga Intendência Municipal, localizado em frente à Praça dos Martírios, no Centro de Maceió.

A cerimônia de inauguração acontece às 15h e terá apresentação de orquestra sinfônica, canto lírico e exibição de momentos históricos da cultura alagoana. Para evitar aglomerações e risco sanitário, o evento será restrito a convidados, mas terá transmissão ao vivo pela internet. Segundo a presidente da FMAC, Mírian Monte, a nova sede expressa um símbolo do poder público municipal, com seu valor histórico e cultural. Ela afirmou que, agora, os maceioenses terão à disposição um palácio à altura para representar a arte e a cultura da capital alagoana.

“A Fundação, agora, está no coração de Maceió, no Centro que inspira e respira arte, história, tradição. Aguardamos este momento simbólico, para fazer esta entrega ao povo de Maceió, sobretudo aos artistas da nossa terra, porquanto este edifício, a partir de agora, oficialmente, será ‘o Palácio da Cultura’, a maior das nossas riquezas”, enfatizou.

Ao longo do seu primeiro ano de gestão, mais de 17 editais foram lançados, além de parcerias com sociedade civil, acordos de cooperação e colaboração, termos de fomento e diversos projetos que estão movimentando a cultura do município. Com a aprovação do orçamento atrasada, tendo sido aprovado apenas em junho do ano passado, engessados com relação ao lançamento de editais e também impossibilitados de realizar eventos com plateia por conta da pandemia, a cultura se empenhou em capacitação e vias alternativas para movimentar a arte na capital alagoana.

“Fazer cultura no Brasil é muito difícil, por que as pessoas não conseguem compreender que se trata de direitos culturais e não conseguem compreender que os artistas nasceram com aquele dom e eles precisam sobreviver e viver dignamente exercendo aquele dom. Nem todos os artistas conseguem desempenhar uma função em outra área e é por isso que nós precisamos capacitar os artistas, fortalecer o segmento para que eles possam viver plenamente de sua arte, estamos ainda muito distantes disso porque é preciso tratar a questão da consciência coletiva, pois ali não se trata de um hobby, se trata de um dom, um talento, uma profissão, como qualquer outra que merece ser respeitada e fortalecida. Mas estamos caminhando para a criação dessa consciência coletiva”, explicou.

Mírian Monte ainda comemora mais um edital, o projeto que recebe o nome “Colorir é Legal” que tem o objetivo de desenvolver e potencializar as intervenções culturais da cidade por meio do muralismo com mais de mil metros quadrados de pura arte em diferentes pontos da cidade. Para realização das artes, foi fechada uma parceria com a empresa Ibratin, que vai fornecer todas as tintas a serem utilizadas nas intervenções urbanas.

“Todos esses editais foram planejados em atendimento ao anseio da comunidade cultural e da sociedade como um todo. O edital de muralismo, no Projeto ‘Colorir é legal’, levará cores, arte e vida para todos os bairros da cidade. O edital de publicação de obras literárias será um excelente instrumento para a descoberta de novos escritores e para dar ênfase às obras dos escritores já consagrados. Por fim, o edital de Mostra de Bumba meu boi, traz toda a beleza e a força dessa manifestação tradicional do povo alagoano”, afirmou a secretária da FMAC.

Sobre Mirian Monte:

Mírian da Silveira Monte é graduada em Direito pela Universidade Federal de Alagoas, mas desde sua infância tem contato com o mundo da poesia, através de uma obra do paraibano Sandoval Caju surgiu seu encanto pelo mundo dos versos e prosas, com cerca de sete anos de idade, a partir daí embarcou em uma viagem pelas artes e Mirian desenvolveu sua veia poética, teatral e musical. Criativa e comunicativa promovia eventos como líder de turma, organizando aberturas, concursos e festivais de música ainda na escola. Na dança encontrou no balé clássico, que praticou por mais de 10 anos, os passos que a levaram para outros ritmos regionais, se aventurou no samba do Coco de Roda, nas marcações da Quadrilha, no cortejo da Taieira, no balanceio da Baiana e na sátira do Pastoril, todo esse passeio cultural na vida de Mirian nutriram as fibras que constituem os laços da jurista com a cultura.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *