Sidney Tenório
25 de janeiro de 2020 15:00

‘Chefões’ do crime podem ficar por três anos em presídios federais

O Globo

O pacote anticrime que entrou em vigor ontem trouxe mais uma novidade importante que promete ajudar no combate aos integrantes de organizações criminosas espalhadas pelo pais. A partir de agora, os chefões das “Orcrins” poderão ficar por até três anos trancafiados em penitenciárias federais.

E qual a vantagem disso? Os presídios federais trabalham com regras mais duras, conhecidas como Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Nelas, os presos ficam isolados em celas individuais, com pouco ou quase nenhum contato com terceiros. Tudo para evitar que tenham contato com o mundo externo e possam controlar as organizações criminosas de trás das grades.

Nos presídios estaduais, por mais que se queira denominar de “penitenciária de segurança máxima”, o sistema ainda é muito falho e, não raro, se apreende celulares dentro das celas durante revistas. Podemos falar de um exemplo em que trabalhamos, onde o líder local de uma facção criminosa que atua em Alagoas estava com quatro aparelhos celulares em sua cela no presídio Baldomero Cavalcanti.

Cortar a comunicação externa destes presos de altíssima periculosidade é fundamental para se manter a paz social. São eles quem determinam quem deve viver ou morrer dentro da facção, coordenam assaltos a bancos, tráfico de armas e, principalmente, o tráfico de drogas.

Não é raro que Alagoas, durante crises no sistema penitenciário local, mande presos para penitenciárias federais.

Antes, passado um ano, este preso acaba voltando para o Estado e reassumindo o seu posto no comando da Orcrin. Agora, é possível que durante os três anos, seu grupo já tenha sido totalmente esfacelado pela polícia.

É mais um avanço na legislação que busca atacar as grandes organizações criminosas, afinal são elas que aterrorizam o Brasil, matando milhares de pessoas todos os anos.

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