Alagoas homologa R$ 33,8 milhões para segurança de saúde
Licitação garante vigilância armada em unidades de saúde.
A Secretaria de Estado da Saúde homologou uma licitação de R$ 33.861.001,92 para a vigilância armada nas unidades de saúde.
Os serviços de segurança serão prestados 24 horas, abrangendo Maceió e sete municípios alagoanos.
As empresas vencedoras, Tigre Vigilância Patrimonial e Vital Segurança, ficarão responsáveis pela segurança em prédios da Secretaria de Saúde e unidades de saúde nos respectivos locais.
A homologação, divulgada em 5 de novembro de 2026, destaca um longo processo que teve início em 2019, chamando a atenção para o tempo de espera entre a licitação e a execução.
Vigilância armada em unidades de saúde é homologada em Alagoas
A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas homologou uma licitação no valor de R$ 33.861.001,92 para a implementação de vigilância armada em unidades de saúde. Este serviço será disponibilizado 24 horas por dia, abrangendo Maceió e mais sete municípios no estado. O objetivo é garantir a segurança dos pacientes e profissionais que atuam nas unidades de saúde, além de proteger os bens patrimoniais da Secretaria de Saúde (Sesau).
A licitação foi resultado de um processo que teve início em 2019 e que se arrastou até sua homologação em novembro de 2026. O edital prevê que os serviços estejam em operação em vários prédios administrativos e unidades de saúde, destacando a necessidade crescente de segurança em ambientes de atendimento à saúde, onde a violência e a criminalidade exigem medidas efetivas.
As empresas Tigre Vigilância Patrimonial de Alagoas e Vital Segurança foram escolhidas para fornecer os serviços. O valor dispendido representa um esforço significativo por parte do governo estadual para enfrentar a questão da segurança nas unidades de saúde, que frequentemente são alvos de incidentes de violência e desordem.
Distribuição dos postos de vigilância armada entre cidades
Os vigilantes serão alocados em unidades de saúde localizadas em Maceió, Arapiraca, Rio Largo, Porto Calvo, União dos Palmares, Água Branca, Delmiro Gouveia e Piranhas. A empresa Tigre Vigilância patrimonial ficará responsável pelos postos em Maceió, Arapiraca e Rio Largo, com um contrato que soma aproximadamente R$ 25,32 milhões. Já a Vital Segurança atenderá os outros municípios mencionados, totalizando cerca de R$ 8,54 milhões.
A divisão dos recursos destaca que a maior parte da vigilância armada será concentrada na capital, Maceió. Somente os serviços diurnos e noturnos nesta cidade totalizam mais de R$ 20,4 milhões, enquanto os valores estimados para Arapiraca estão em torno de R$ 4,38 milhões. Essa distribuição delineada na licitação reflete a prioridade dada às áreas com maior demanda por segurança devido ao histórico de violência reportado nessas localidades.
Divergências no cronograma do processo de licitação
O processo licitatório tornou-se uma questão de interesse público devido ao longo intervalo entre sua abertura em 2019 e a homologação ocorrida em 2026. O pregão eletrônico, que fixou as regras do certame, foi realizado em 2022, e o resultado foi publicado no Diário Oficial em março do mesmo ano. Porém, somente em novembro de 2026 é que a homologação foi efetivada, o que levanta questões sobre os motivos desse atraso expressivo.
Esse atraso não foi adequadamente justificado nas comunicações oficiais, deixando em aberto se os serviços de segurança já eram prestados anteriormente através de contratos emergenciais ou outros mecanismos. A execução financeira do novo contrato homologado não será imediata, pois dependerá da contratação dos serviços efetivos, da vigência da licença e da disponibilidade orçamentária do governo.
O intervalo significativo entre a análise, adjudicação e a homologação gera um cenário onde o governo deve esclarecer as razões por trás dessa ineficiência administrativa, especialmente em uma área tão delicada como a vigilância armada em unidades de saúde, que tem implicações diretas na segurança e bem-estar da população.

