Eleições em Alagoas ampliam vitória de Lula, mas enfrentam problemas
Eleições em Alagoas tiveram vitória de Lula e problemas no transporte.
O segundo turno das Eleições 2026 em Alagoas resultou em uma ampla vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).
Em comparação ao primeiro turno, o número de eleitores que compareceu às urnas cresceu em quase 16 mil pessoas, demonstrando um aumento na participação popular.
No entanto, a votação foi marcada por problemas significativos no transporte intermunicipal, com várias denúncias de cobranças indevidas e outros incidentes que geraram preocupação entre os eleitores.
Além disso, o dia eleitoral foi também caracterizado por ocorrências isoladas, como a apreensão de um ônibus irregular e a detenção de mesárias com propaganda eleitoral, que levantaram questões sobre a regularidade do pleito, apesar da Justiça Eleitoral considerar a votação regular.
Lula amplia vantagem em Alagoas
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, obteve uma ampla vitória na eleição realizada em Alagoas, somando 1.152.621 votos, que correspondem a 60,77% do total de votos válidos. Seu oponente, Flávio Bolsonaro (PL), recebeu 744.140 votos (39,23%). Essa eleição revelou um crescimento notável para Lula, que recebeu 157.162 votos a mais em relação ao primeiro turno, enquanto Flávio apenas 8.422. A diferença de votos entre os dois candidatos saltou de 259.741 para 408.481, refletindo uma mobilização significativa dos apoiadores.
Outro dado importante foram os votos brancos e nulos, que diminuíram de 119.572 para 54.871, enquanto o número de votos válidos aumentou de 1.818.856 para 1.896.761. Esta mudança indica um crescente engajamento dos eleitores e menor insatisfação com os candidatos. A taxa de abstenção também teve uma leve queda, reduzindo-se de 20,64% para 20,08%, o que significa que 12.921 eleitores compareceram às urnas a mais em comparação com o primeiro turno.
Apesar da vitória de Lula em Alagoas, a alternância na capital, Maceió, trouxe resultados distintos. Flávio Bolsonaro venceu com 271.791 votos (52,01%), enquanto Lula obteve 250.761 votos (47,99%). A diferença de votos na capital diminuiu, com Lula ganhando 46.911 votos a mais e reduzindo a diferença de Flávio de 55.939 para 21.030. Isso demonstra uma leve recuperação do petista no cenário urbano, que é crucial para a disputa política no estado.
Problemas de transporte durante as eleições
As dificuldades no transporte intermunicipal se destacaram durante o segundo turno das Eleições em Alagoas. Muitos eleitores relataram longas esperas e problemas para viajar a diversos municípios. As cidades de Santana do Ipanema, Arapiraca, Penedo, São Miguel dos Campos, Teotônio Vilela e União dos Palmares foram as mais afetadas. O Ministério Público Eleitoral (MPE) interveio junto à Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal) para garantir que o número de veículos fosse ajustado em resposta à demanda.
Além disso, foram recebidas denúncias de que motoristas estavam cobrando passagens indevidas, mesmo com a gratuidade prometida para o dia da votação, e houve ameaças de abandonar os passageiros que se negassem a pagar. Essas alegações estão sendo investigadas e, até o momento, não são consideradas prova de crime, mas levantam sérias preocupações sobre o cumprimento das normas e a proteção dos eleitores. O PT responsabilizou o Governo de Alagoas por estas falhas.
Somando-se aos problemas de transporte, houve a apreensão de um ônibus irregular em Paripueira, que estava transportando eleitores sem o devido credenciamento da Justiça Eleitoral. O caso refere-se a um veículo contratado pelo secretário municipal de Esportes, Eduardo Nóbrega, e está sendo apurado para determinar a responsabilidade dos envolvidos.
Ocorrências eleitorais e segurança
Durante o segundo turno das Eleições em Alagoas, ocorreram algumas situações que levantaram preocupações sobre a regularidade do pleito. Entre os incidentes, duas mesárias foram flagradas portando adesivos políticos, o que resultou na sua detenção pela promotora eleitoral Dalva Tenório. Esse tipo de conduta é inaceitável e levanta questões sobre a imparcialidade dos profissionais que atuam nas eleições.
Além disso, foram registrados casos de eleitores filmando seus próprios votos, o que infringe a legislação que garante o sigilo do voto. Um eleitor de Palmeira dos Índios foi autuado por gravar o momento de sua votação, enquanto outro em Maceió filmou a votação em Lula e postou nas redes sociais. A promotora eleitoral responsável pelos casos está analisando as situações para decidir sobre as possíveis sanções.
A segurança eleitoral teve robusta mobilização, com 8.565 policiais militares atuando em conjunto com a Justiça Eleitoral, garantindo a ordem nos 1.090 locais de votação em Alagoas. Apenas no domingo das eleições, 4.308 agentes foram mobilizados nas áreas de votação, o que demonstra um esforço considerável para assegurar um processo eleitoral tranquilo.
O número de urnas que precisaram ser substituídas foi relativamente baixo, com 23 urnas eletrônicas sendo trocadas. Não houve necessidade de recursos a votação manual, já que o estado tinha 713 urnas de contingência disponíveis para emergências. Essas medidas garantiram um procedimento eleitoral eficiente, apesar das dificuldades relatadas.
JHC e a relação com o governo federal
Após a confirmação do resultado das Eleições em Alagoas, o governador eleito, JHC (PSDB), parabenizou Lula pela reeleição e por sua vitória ampliada no estado. JHC utilizou suas redes sociais para se comprometer a manter uma relação baseada no diálogo e respeito entre o governo estadual e o federal. Ele enfatizou que Alagoas deve se alinhar ao Brasil, buscando parcerias institucionais que beneficiem a população.
O novo governador também destacou a importância de desarmar os ânimos da campanha eleitoral e estar pronto para trabalhar em favor de todos os alagoanos. Essa perspectiva de colaboração entre diferentes níveis de governo pode ser crucial para avançar em projetos e políticas que melhorem a vida dos cidadãos, especialmente em contextos de divisão política.
As declarações de JHC indicam uma disposição para estreitar laços com o governo federal, o que pode favorecer negociações para recursos e investimentos importantes para o estado. As promessas de diálogo são vistas como um fator positivo para a governabilidade e a estabilidade política em Alagoas, um estado que tem enfrentado desafios em diversas áreas nos últimos anos.


