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TRE Alagoas afirma que não recebeu avisos sobre mesários

Tribunal esclarece que prorrogação de votação não foi comunicada.

Sergio Marques
TRE Alagoas afirma que não recebeu avisos sobre mesários

O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) declarou que não recebeu aviso oficial sobre a prorrogação da votação até as 19h no segundo turno das eleições de 2026. A afirmação foi feita após uma mesária relatar a falta de orientação em um local de votação do Cesmac, em Maceió.

Segundo a assessora de comunicação do TRE-AL, Flávia Barros, a Justiça Eleitoral não se responsabiliza por declarações individuais de mesários. A decisão de prorrogar a votação, segundo Barros, não chegou formalmente às equipes que organizavam a votação.

A situação gerou preocupação, pois várias seções eleitorais não tinham conhecimento oficial sobre a mudança, o que pode ter impactado a participação dos eleitores. Os juízes eleitorais e os coordenadores dos locais também dependiam de uma comunicação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para informar suas equipes.

Esse episódio levanta questões sobre a eficácia da comunicação dentro da Justiça Eleitoral e os possíveis efeitos sobre a democracia. A falta de informações precisas pode gerar confusão e desconfiança entre os eleitores e mesários em momentos cruciais como o das eleições.

Falta de comunicação sobre a prorrogação da votação

O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE Alagoas) informou que não recebeu qualquer comunicação oficial sobre a decisão de prorrogar o horário de votação até às 19h, durante o segundo turno das eleições de 2026. A constatação surgiu depois que uma mesária relatou a falta de orientação em um local de votação do Cesmac, na cidade de Maceió. A assessora de comunicação do TRE Alagoas, Flávia Barros, destacou que o tribunal não se responsabiliza por declarações individuais feitas por mesários e mesárias, uma vez que a decisão não foi formalmente comunicada às equipes de trabalho.

De acordo com Flávia Barros, a ausência de aviso oficial fez com que várias seções eleitorais não estivessem cientes da prorrogação, colocando em risco a participação dos eleitores. Isso ficou evidente na fala de uma mesária, que reafirmou a falta de comunicação adequada, o que pode levar a confusões que afetam o processo democrático. A situação gerou questionamentos sobre a eficácia da comunicação interna, algo crucial para um evento de tamanha importância.

Além disso, o TRE Alagoas mencionou que a mesma falta de informação se aplicava a juízes eleitorais, chefes de cartório e coordenadores de locais de votação. Todos dependiam do recebimento oficial da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para dar as orientações necessárias. Tal quadro lançou luz sobre a vulnerabilidade que o sistema eleitoral pode enfrentar em casos de falha na comunicação.

Repercussão nas seções eleitorais

O episódio causou repercussão negativa, especialmente entre mesários que improvisaram reações diante da situação. Uma mesária, em um vídeo gravado, enfatizou que a equipe encarregada da votação não havia recebido o aviso sobre a prorrogação e que a estrutura já estava desmontada no momento em que a nova ordem deveria ser seguida. Ela considerou a falta de comunicação um grave ataque à democracia, pois implica na possibilidade de restrição ao exercício do direito de voto.

A assessoria do TRE Alagoas reiterou que a falta de um comunicado oficial por parte do TSE inviabilizou qualquer ação ou instrução que os mesários ou suas equipes poderiam tomar. Conforme explicações dadas, mesmo que informações sobre a prorrogação tivessem circulado em redes sociais ou outros meios de comunicação, isso não poderia ser considerado suficiente para que os mesários agissem sem uma orientação formal. Essa situação evidencia não apenas um descompasso na comunicação, mas também a necessidade de diretrizes mais claras e eficazes para evitar que esse tipo de desencontro ocorra em futuras eleições.

De modo geral, a situação exposta pelo TRE Alagoas levanta preocupações sobre como a falta de comunicação pode interferir no processo eleitoral e a confiança do público nas instituições responsáveis pela condução das eleições. A fragilidade nas comunicações pode deixar os eleitores e mesários inseguros, levando a um impacto real na participação e legitimidade das eleições.

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Autor
Sergio Marques

Sergio Marques

Técnico em guia de turismo; Estudante de Jornalismo, editor e revisor.

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